September 15, 2017

Anotações: Como dosar métricas de produto e processo em equipes que trabalham com soluções digitais?

Raphael Albino é consultor na Plataformatec e ele falou sobre Métricas de Produtos e Métricas Ágeis de um modo mais científico, colocando em pauta a eficiência, eficácia, monitoração das métricas e indicadores afim de alcançarmos os objetivos de negócio sem esquecer de suprir as necessidades do cliente;

Abaixo segue abaixo minhas anotações da palestra do Raphael no Agile Brazil em 2017:

  • Você sabe a diferença entre Eficiência e Eficácia?
  • Nós temos um conjunto chamado Mercado, outro chamado Produto, e na interseção desses conjuntos tem o cliente.
  • Quanto mais problemas você consegue para os clientes, mais você aumenta a participação sua no mercado
  • Aumente o mercado através de soluções reais, de clientes reais;
  • Por que você deve se preocupar se os clientes estão migrando de produtos? Sem clientes, não há receita. Quanto mais você mantém os clientes, mais estabilidade você tem.
  • Você consegue manter uma relação saudável de novas receitas, com as receitas que você possui?
  • E se você tem mais receitas novas, do que receitas recorrentes? Menos MRR e mais Booking, quer dizer que você tem um problema de retenção.
  • Usuários ativos ajudam no NPS. Um usuário ativo feliz, significa um NPS alto.
  • Quanto mais usuários felizes no seu produto, mais você consegue pesquisar comportamentos usuários que dão certo
  • Por que é importante analisar seu funil de vendas? Desde o visitante, até o cliente virar um usuário de fato.
  • Melhorar as etapas do seu funil (seja ele qual for) significa criar um ambiente previsível de receita ou comportamento do cliente.
  • Quanto mais cliente antigo que de alguma forma esteja ativo, melhor. Você pode garantir mudanças no seu produto, porque você sabe que tem clientes antigos que mantém a sua base estável e rentável.
  • CAC: Custo de Aquisição de Cliente. Quanto menor, melhor.
  • Custo total do gasto de marketing / Qtd de clientes adquiridos
  • Qualidade de código de software diminui bug, custo de manutenção diminui…
  • Quanto custa atender o número de clientes X por que há um bug no sistema?
  • Checklist Quantitativo básico: Receita, Churn, Receita Recorrente, usuários Ativos
  • Qualitativo: NPS, Surveys, Pesquisa de campo, Pesquisa com de uso com clientes
  • Como você tem usado o NPS?
  • Fazer surveys também são um ótimo caminho para entender o que os clientes estão achando do seu produto.
  • Observação: identifique oportunidades e ameaças. O que os clientes estão dizendo do meu produto? Oque as pessoas estão falando sobre os problemas que o produto está tentando resolver?
  • Observe o que há disponível no seu macro ambiente e identifique as oportunidades e as ameaças;
  • Dado que você observou que existe uma ameaça, o que você pode fazer? Qual problema você tentará resolver?
  • Hipóteses: quais são as hipóteses que você deseja provar? Hipóteses é um conceito que foi levantado em cima de uma observação e precisará ser testado.
  • Experimentação: qual a solução mais rápida que consigo colocar no mercado para experimentar essa hipótese e conseguir dados?
  • Com os dados na mão, será que você consegue entender que você alcançou o objetivo do experimento?
  • Build (experiments) -> Measure (Metrics) -> Learn (Assumptions).
  • Entregue lotes pequenos para gerar aprendizado rápido. Esteja de olho no Lead Time. Qual o menor item do backlog que vai nos ajudar a bater o OKR?
  • Monitore o processo de desenvolvimento para evitar gargalos e filas, afim de que as tarefas caminhem no board sem depender de uma especialidade específica do time.
  • Tenha previsibilidade das suas tarefas por meio da análise de dados.
  • Se você trabalha com produtos, tenha instrumentos para analisar o produto. Tenha em mente o motivo pelo qual a demanda foi priorizada.
  • Se você desenvolve software, tente ir para rua entender melhor sobre seu produto. Interaja com o cliente/usuário.
  • O feedback do cliente pode ser determinando se o produto está indo bem ou não. Tome cuidado com os influenciadores (redes sociais).
  • Escute os dados de mente aberta. Entenda o que está por trás daquele número explicitando o contexto, fazendo reflexões e suposições
  • Evolua o processo de forma orgânica. Se há uma etapa que não estamos mais precisando dessa etapa, tente remove-la e monitore a performance do time depois.
  • Uma organização precisa ter objetivos. Parece óbvio… Só parece.
  • Ter métricas de produtos, ajudam a sustentar metodologias como OKR.
  • A partir do momento que você transforma os objetivos em ações, você transforma o processo para ser mais eficiente.
  • Se o time entende que o LeadTime ou qualquer outra métrica é um ativo para discussão, aí a métrica está sendo usada. O uso da métrica deve ter a proposta de melhoria.