Meu ano em livros — 2017

Veja também o que eu li em 2016 e 2018.


Meu ano em livros — 2017

Esse ano eu quis ser um pouco conservador dado que eu já sabia que iria ser um ano corrido. Por isso, diminui um pouco a meta do ano passado de 35 para 25 livros. E foi uma ótima decisão, dado que eu consegui me dedicar para cada um dos livros de forma decente.

Resultado: li 25 livros, algo em torno de 5,908 páginas. No ano passado, dei bastante ênfase para livros de ficção científica. Esse ano li bastante ficção também.

Não iniciei o ano muito bem escolhendo para ler As Portas da Percepção do Aldous Huxley. Acertei muito lendo Matéria Escura, Radical Candor e Crash. Contudo, os livros que mais mexeram comigo foram Sete Minutos Depois da Meia-noite, Senhor das Moscas e O Velho e o Mar.

Todos os livros que li nesse ano.

Somente depois que o Senhor das Moscas, descobri que ele é um livro super famoso. Cheguei nele por coincidência, zapeando no GoodReads. Gostei do título e decidi lê-lo. Me surpreendi muito com toda a história das crianças e como elas, por ignorância, refletiam as tolices comuns em adultos em um ambiente tão hostil e sozinhas com sua criatividade e uma visão limitada da vida.

Sete Minutos Depois da Meia-noite foi espetacular. Me emocionei muito no final. Depois da leitura, assisti o filme, que foi tão chocante quanto o livro, materializando tudo o que eu lera anteriormente. É uma história muito comovente. Eu confesso que pensei em parar de ler o livro nas primeiras 30 páginas por causa da narrativa infantil. Mas aí me toquei que a história é do ponto de vista de um garoto e nada mais natural que a narrativa soasse infantil, caracterizando a forma como o Connor pensava, agia e se comportava diante das adversidades.

Me interessei em ler algum livro do Hemingway depois de ver um filme do Woody Allen: Meia Noite em Paris. Eram tantas referências, que me senti na obrigação de ler pelo menos uma obra de um dos escritores que eram citados no filme. Foi aí que escolhi O Velho e o Mar de Hemingway. E que livro… Eu senti a solidão do Velho enquanto lia. Sentia suas angustias e sentia seu cansaço. Esse livro é sensacional.

Como de costume, li tudo usando meu Kindle Paperwhite velho de guerra. O MELHOR Kindle que existe. Mas esse ano foi um pouco diferente: nos trajetos que faço a pé, eu usei o Text to Speech do iPhone, pelo VoiceOver, para ouvir os livros. Ganhei pelo menos uns 30 minutos de leituras diárias no caminho casa > ônibus > trabalho > onibus > casa. No começo foi meio ruim se acostumar com a voz robotizada. Mas depois me acostumei e comecei até a aumentar a velocidade da voz. Não consigo mais viver sem a dobradinha audio + kindle. Estou para postar como configurei meu iPhone para facilitar a ativação e desativação do VoiceOver.

Você pode ver o resumo do meu ano em livros aqui no GoodReads!